Depois de tanto esforço, dedicação, paciência, percebeu que não havia mais forma alguma de as coisas engrenarem, dessa vez não era ela que havia desistido, e sim ele. Ele que disse ter um amor imortal, insaciável e destinado.
De todos que já haviam á desestruturado, demolido seu coração, ele foi quem mais se dedicou ao trabalho. Fez com que tudo fosse para o caminho do “até que enfim” e decidiu no ultimo instante jogar tudo para o alto.
Sabe-se lá os motivos, mas a primeira vista ele havia deixado de lado aquele amor por uns tragos, amigos de infância e algumas mulheres indecentes.
Não restou espaço pra nada, além da dor, por muito tempo naquele pedaço sujo denominado coração. Se arrependeu do dia em que disse com todas as letras que o amava, e de todas as vezes que pensou no futuro deles juntos.
Não, ela não desistiu da vida por causa dele, nem do amor, muito pelo contrario, agora, menos machucada pelo devaneio de um homem infantil e sem palavra, ela estava mais confiante e esperançosa diante da vida, que por um acaso do destino, deu uma chance á ela de tentar ser feliz outra vez. E nada desse negócio de ser feliz outra vez SE POSSIVEL, a felicidade está ali, pra quem quiser, é só saber pegar.
Mesmo desistindo do que chamara amor de sua vida, que também havia desistido dela, mesmo que seu coração jamais fosse totalmente curado daquele atentado á sua alma, mesmo que estivesse sozinha pra enfrentar os monstros pelo caminho, ela sabia, nada, nem ninguém lhe tiraria o sorriso do rosto, a verdade e a dedicação de seu coração.
E por mais que aquela leve impressão de que nunca saberia como impedir as desilusões, frustrações e mágoas, agora sabia que não era mais possível morrer por coisas assim, por mais dolorosas que fossem, são coisas da vida, tinham de acontecer pra que ela crescesse e entendesse que quando é amor, ninguém deixa ninguém, ninguém vai embora, quando é amor, alguém fica e pra sempre.
L.L.